Uma declaração da atriz Camila Pitanga voltou a repercutir nas redes sociais nesta semana. Em entrevista concedida anteriormente, a atriz afirmou que o cinema brasileiro foi “muito prejudicado” durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e declarou que a política cultural da gestão foi “jogada no lixo”.
A crítica da atriz ocorre em um contexto de mudanças promovidas na Lei Rouanet durante o governo Bolsonaro. Nenhum outro presidente realizou restrições ou reduções tão drásticas nos tetos de financiamento e nos valores de cachês da Lei Rouanet quanto Jair Bolsonaro. Criada em 1991, no governo Fernando Collor, a legislação passou por ajustes em praticamente todos os governos seguintes. No entanto, as gestões anteriores concentraram suas mudanças principalmente na descentralização dos recursos e no combate a fraudes, enquanto o governo Bolsonaro adotou cortes mais rigorosos nos limites de financiamento dos projetos culturais.
As declarações de Camila Pitanga voltaram a ganhar força nas redes sociais e dividiram opiniões. Enquanto apoiadores da atriz concordaram com suas críticas às políticas culturais adotadas no período, outros internautas defenderam as mudanças implementadas durante a gestão Bolsonaro e contestaram sua avaliação.
O episódio reacendeu o debate sobre os impactos das medidas adotadas para o setor cultural e voltou a colocar em evidência as diferentes visões sobre a política cultural implementada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.







