Diante de uma profunda crise que inclui apagões frequentes, escassez de combustível e uma retração econômica de quase 12% nos últimos cinco anos, o governo cubano eliminou todas as restrições a investimentos estrangeiros. Essa medida inovadora permite, inclusive, que cubanos exilados estabeleçam bancos na ilha, marcando uma mudança significativa na política econômica do país.
Historicamente, desde a revolução socialista, Cuba mantinha-se fechada a esse tipo de capital. A flexibilização para pequenas e médias empresas ocorreu apenas em 2021, e agora a nação caribenha avança ainda mais nessa direção.
A divulgação dessa abertura estratégica acontece pouco tempo depois de o governo cubano ter revelado negociações com os Estados Unidos. No entanto, o secretário de Estado americano e filho de cubanos, Marco Rubio, já expressou que as ações tomadas por Cuba “não são suficientemente drásticas”.
Com 89% dos habitantes vivendo em extrema pobreza e cerca de um milhão de cidadãos tendo deixado o país desde 2021, Cuba enfrenta um cenário desafiador. A grande questão é se o fluxo de capital estrangeiro será capaz de reverter a situação antes de um possível colapso.







