Economistas afirmam que a Taxa Selic — hoje em níveis historicamente altos — só deve voltar para um dígito em 2028. Isso significa que, até lá, o Brasil continuará convivendo com crédito caro, financiamentos pesados e um mercado cada vez mais travado. A queda dos juros será lenta, gradual e incapaz de gerar alívio no curto prazo.
A situação se complica ainda mais porque a inflação deve continuar acima da meta por um longo período, mantendo o custo de vida pressionado e corroendo o poder de compra. Mesmo com um cenário de juros altos, a alta de preços permanece resistente, empurrando famílias e empresas para uma rotina de aperto contínuo.
Para especialistas, o país viverá um prolongado “modo de sobrevivência econômica”, marcado por baixo crescimento, investimentos retraídos e incertezas constantes. A combinação de inflação resistente com juros elevados coloca a economia em marcha lenta e mantém o peso sobre o orçamento dos brasileiros.
Em tom quase unânime entre analistas, o diagnóstico é claro: a economia brasileira só deve voltar ao estado de normalidade em 2028. Até lá, o país deve enfrentar anos de turbulência, dificuldade de crédito, baixo dinamismo e um ritmo lento de recuperação que parece não ter pressa para acabar.







