As irmãs gêmeas Romina Rahimi e Taraneh Rahimi, de 20 anos, estão entre os 16 réus julgados no chamado “Caso da Praça Shohada”, relacionado aos protestos ocorridos em Isfahan, no Irã, entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Segundo organizações de direitos humanos, ambas respondem à acusação de moharebeh (“inimizade contra Deus”), crime que, pela legislação iraniana, pode resultar em pena de morte.
De acordo com relatos divulgados por entidades internacionais, os acusados teriam sido submetidos a tortura para obtenção de confissões forçadas, além de enfrentarem restrições ao direito de defesa durante o processo. As organizações afirmam que o julgamento apresenta graves violações às garantias de um processo justo e alertam para o elevado risco de condenações à pena capital.
Até o momento, não há confirmação oficial de que Romina e Taraneh tenham sido condenadas à morte. No entanto, por responderem a acusações que admitem essa punição e diante do histórico recente de execuções em casos semelhantes ligados aos protestos, organizações de direitos humanos manifestam preocupação com a possibilidade de que elas venham a receber a pena máxima.



