A Câmara dos Deputados aprovou em comissão um projeto de lei que autoriza o porte de arma de fogo para proprietários e trabalhadores rurais, com validade restrita aos limites do imóvel e licença de longo prazo. A proposta altera o Estatuto do Desarmamento e agora segue para novas etapas no Congresso.
Defensores da medida afirmam que a intenção é ampliar a segurança no campo, diante de furtos, invasões e conflitos agrários. Já críticos veem a decisão como um incentivo perigoso à ampliação do acesso a armas, sobretudo em áreas onde disputas por terra historicamente resultam em violência.
Nesse contexto, movimentos de ocupação de propriedades entram no centro do debate. O MTST, frequentemente associado a ações de ocupação segundo seus críticos — assim como outros movimentos do campo — é citado por opositores da proposta como exemplo de como o armamento de proprietários pode elevar o risco de confrontos diretos.







