A desembargadora Luislinda Valois voltou a repercutir nas redes sociais após relatar um episódio que classificou como racismo estrutural durante uma ida a um supermercado. Segundo ela, mesmo sendo uma das primeiras mulheres negras a ocupar o cargo de desembargadora no Brasil, acabou sendo confundida com uma funcionária do estabelecimento apenas por estar sem a toga e em roupas comuns.
Durante o relato, a magistrada afirmou que situações como essa mostram como pessoas negras ainda enfrentam julgamentos baseados apenas na aparência. “Sem a toga, sou apenas mais um corpo preto que a sociedade insiste em enxergar como serviçal”, declarou. A fala rapidamente gerou debate nas redes sociais, com milhares de comentários divididos entre apoio e críticas.
Enquanto apoiadores afirmam que o episódio revela o preconceito estrutural ainda presente no país, outros internautas argumentaram que confusões desse tipo podem acontecer independentemente de raça. Ainda assim, o caso reacendeu discussões sobre racismo, desigualdade e a forma como pessoas negras são tratadas em ambientes públicos no Brasil.







