A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), que afirma ser alvo constante de ameaças de morte e é considerada uma das parlamentares mais ameaçadas do país, teve sua escolta policial suspensa pela Câmara dos Deputados. A decisão foi tomada após a Polícia Legislativa apontar a participação da parlamentar em compromissos realizados no Complexo da Maré e no bairro de Paciência, no Rio de Janeiro.
Segundo o gabinete da deputada, as visitas faziam parte de sua agenda oficial, incluindo uma audiência pública aprovada pela própria Câmara dos Deputados e eventos promovidos pelo governo federal e pela Fiocruz. Talíria classificou a decisão como “extremamente séria” e afirmou que continua sendo alvo de ameaças, com investigações em andamento envolvendo grupos milicianos.
Em manifestação enviada ao presidente da Câmara, Hugo Motta, a parlamentar lembrou o assassinato da vereadora Marielle Franco e relatou que já precisou deixar sua casa por mais de um ano devido a ameaças contra sua vida. Ela também destacou que possui proteção reconhecida pelo Programa de Defensores de Direitos Humanos e pediu a revisão da decisão que retirou sua escolta.







