Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), colocou seus sigilos bancário, fiscal e telemático à disposição do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (19) pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, durante entrevista à CNN Brasil.
Segundo o advogado, a iniciativa ocorreu após um pedido do próprio presidente Lula, que teria orientado o filho a colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades.
Apesar da movimentação, Lulinha continua morando na Espanha, onde reside com a família. A defesa garante que ele retornará ao Brasil caso seja convocado pela Polícia Federal, mas não anunciou uma data para seu comparecimento.
O filho do presidente é investigado em três inquéritos da Polícia Federal que apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo possíveis favorecimentos a empresas junto ao governo federal.
Uma das linhas de investigação envolve sua relação com a empresária Roberta Luchsinger, investigada na Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.
A Polícia Federal também investiga possíveis ligações entre Lulinha e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema.
A defesa nega qualquer participação de Fábio Luís em irregularidades e afirma que ele está disposto a colaborar. A entrega efetiva dos documentos não foi confirmada de maneira independente; o que foi divulgado é a declaração do advogado de que os sigilos foram colocados à disposição da Justiça.
O caso voltou ao centro das discussões políticas após o debate presidencial da Band, quando Lula e Flávio Bolsonaro trocaram acusações relacionadas à corrupção e à transparência financeira.
Na sua opinião, Lulinha deveria retornar ao Brasil para prestar esclarecimentos pessoalmente, mesmo sem uma convocação formal?







