O uso de inteligência artificial na campanha eleitoral voltou ao centro do debate político após a divulgação de um vídeo produzido por candidatos do PT no Ceará em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com todos os dedos das mãos, apesar de ter perdido o dedo mínimo da mão esquerda em um acidente de trabalho na década de 1960. O detalhe chamou a atenção de internautas, que apontaram o material como um exemplo de conteúdo gerado por IA.
A representação foi alvo de uma ação na Justiça Eleitoral. No entanto, o pedido de punição foi rejeitado, sob o entendimento de que não havia elementos suficientes para caracterizar um uso irregular da tecnologia nas circunstâncias analisadas. A decisão também destacou que a legislação eleitoral diferencia o uso de inteligência artificial de práticas consideradas “deepfake”, que envolvem a criação de conteúdo falso capaz de induzir o eleitor a erro sobre declarações ou ações de um candidato.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais. Diversos usuários passaram a criticar a decisão da Justiça Eleitoral e também questionaram a atuação de agências de checagem de fatos, alegando que elas não deram a mesma visibilidade ao episódio que costumam dar a outros conteúdos produzidos com inteligência artificial. Essas críticas refletem opiniões manifestadas por parte dos internautas e não representam uma conclusão sobre a atuação dessas organizações.
Especialistas em direito eleitoral lembram que o uso de IA em campanhas não é proibido por si só, mas está sujeito a regras específicas, especialmente quando há manipulação capaz de criar situações inexistentes ou enganar deliberadamente o eleitor. O tema vem sendo acompanhado de perto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tem discutido medidas para coibir o uso abusivo da tecnologia durante o processo eleitoral.
Fonte: Veja; CNN Brasil.







