Desde a entrevista de Roberta Luchsinger à CNN Brasil, no sábado (17), a empresária afirmou estar recebendo ameaças de morte e relatou que suas filhas também estariam sendo ameaçadas. Ela disse ainda que se sente coagida e que teme pela segurança da família.
O caso provocou reações de políticos da oposição, que pediram proteção para Roberta e suas filhas. Mas fica uma pergunta: onde estão as feministas e as mulheres ligadas à esquerda que costumam levantar a bandeira da defesa das mulheres?
Até o momento, não consegui confirmar manifestações públicas de lideranças feministas ou de representantes do PT defendendo especificamente Roberta diante dos relatos de ameaças. Isso não permite afirmar que nenhuma mulher ou organização tenha se pronunciado, mas a ausência de manifestações identificadas merece ser questionada.
A defesa das mulheres precisa valer para todas, independentemente de posição política, amizade ou divergência ideológica. Se uma mulher relata ameaças e pede que sua situação seja levada a sério, o mínimo esperado é que os fatos sejam apurados e que sua segurança seja garantida.
A proteção contra ameaças não pode depender do lado político de quem denúncia. As acusações feitas por Roberta precisam ser investigadas, assim como os relatos de ameaças, sem que isso signifique presumir que todas as suas alegações estejam comprovadas.







