O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, afirmou que a remoção de magistrados considerados corruptos foi necessária para permitir mudanças profundas no país. Em uma publicação feita em fevereiro de 2025, ele declarou: “Se não se destituir os juízes corruptos, não se pode consertar o país”, acrescentando que esses magistrados poderiam formar um “cartel” capaz de bloquear reformas e proteger estruturas de corrupção.
A declaração remete às mudanças promovidas em 2021, quando a Assembleia Legislativa, controlada pelo partido de Bukele, destituiu magistrados da Sala Constitucional da Suprema Corte e o procurador-geral. O governo e seus aliados defenderam a medida como necessária para superar obstáculos institucionais e combater problemas como violência e corrupção. Posteriormente, novos magistrados foram nomeados para a Corte.
A medida, entretanto, também provocou críticas de organizações internacionais, especialistas e opositores, que argumentaram que a substituição dos magistrados enfraqueceu a independência do Judiciário e concentrou poder nas mãos do governo. Bukele rejeita essas críticas e sustenta que as mudanças permitiram ao Estado implementar reformas que, segundo ele, estavam sendo bloqueadas pelo antigo sistema judicial.







