Um artigo de opinião publicado pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal (WSJ) voltou a repercutir internacionalmente ao afirmar que o Supremo Tribunal Federal (STF), sob a atuação do ministro Alexandre de Moraes, estaria promovendo um “golpe de Estado” contra a democracia brasileira. O texto é assinado pela colunista Mary Anastasia O’Grady e representa a opinião da autora, não um posicionamento institucional do jornal.
No artigo, O’Grady critica a condução de investigações pelo STF, afirmando que Moraes censurou opositores, determinou prisões e conduziu inquéritos sem controle institucional. A colunista compara a situação brasileira às estratégias de líderes autoritários do século XXI, argumentando que, em vez de recorrerem a golpes militares, esses governantes consolidariam gradualmente o controle sobre instituições democráticas para, posteriormente, reprimir adversários políticos.
Segundo o texto, esse processo teria começado em 2019, com a abertura do chamado inquérito das fake news. A autora sustenta que Moraes passou a atuar simultaneamente em diferentes funções dentro da investigação e também critica sua atuação à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2022, afirmando que a Corte teria ampliado o monitoramento e a remoção de conteúdos nas redes sociais. O artigo também questiona a condução das investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023.
A publicação ainda relembra que, em março de 2021, o STF anulou as condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato, decisão que, segundo a colunista, intensificou a insatisfação de setores da direita brasileira. O texto conclui afirmando que, independentemente da opinião sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, a política teria passado a exercer forte influência sobre o Supremo Tribunal Federal.







