Os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) de 2025 reacenderam as críticas à qualidade da educação brasileira e às políticas educacionais adotadas ao longo dos últimos governos.
Um professor questionou o argumento de eleitores que apontam a educação como uma das razões para apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destacando a posição do Brasil no ranking internacional.
Na primeira edição do PISA, realizada em 2000, o Brasil ocupou a 32ª posição entre 32 países participantes. Já na avaliação de 2025, o país apareceu em 71º lugar em matemática, 67º em ciências e 52º em leitura.
A comparação mostra um afastamento nas posições numéricas do ranking, embora seja necessário considerar que a quantidade de países participantes aumentou consideravelmente ao longo dos anos.
O desempenho mais recente continua preocupante. O Brasil alcançou apenas 377 pontos em matemática, 409 em ciências e 408 em leitura, permanecendo abaixo das médias dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Os resultados colocam pressão sobre o governo Lula e reforçam cobranças por melhorias no ensino básico, na formação dos professores, na alfabetização e na aprendizagem dos estudantes.
Apesar da piora nas posições numéricas, as pontuações brasileiras aumentaram em relação à primeira edição. Portanto, o ranking isolado não comprova queda da aprendizagem desde 2000 nem permite atribuir os resultados exclusivamente ao atual governo.
O debate, entretanto, permanece: depois de mais de duas décadas de avaliações internacionais, por que o Brasil ainda enfrenta tantas dificuldades para garantir uma educação de qualidade?
Você acredita que o governo Lula está fazendo o suficiente para melhorar a educação brasileira?
Fonte: Inep, OCDE e CNN Brasil.







