O Brasil ultrapassou a marca de R$ 2 trilhões em impostos arrecadados ainda no primeiro semestre de 2026, segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo. Apesar do volume recorde de arrecadação, a dívida pública do país continua em trajetória de alta e já alcançou R$ 10,6 trilhões, o equivalente a 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com dados do Banco Central.
Um estudo da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados alerta que, se a trajetória atual continuar, a dívida pública brasileira poderá ultrapassar 100% do PIB entre 2032 e 2035, colocando o país em uma situação de maior pressão fiscal. O levantamento também afirma que o Brasil enfrenta um cenário de “fadiga fiscal”, quando cresce a dificuldade de controlar o avanço da dívida apenas com aumento de receitas e medidas pontuais.
Segundo o estudo, há pouca margem para novos aumentos de impostos, enquanto os gastos públicos seguem pressionados pelo envelhecimento da população e outras despesas obrigatórias. Os técnicos calculam que seria necessário um ajuste fiscal de aproximadamente R$ 330 bilhões por ano para estabilizar a dívida em torno de 80% do PIB.
Especialistas defendem que o próximo governo apresente medidas estruturais no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2028 para tentar conter o crescimento da dívida e reduzir os riscos para a economia brasileira.







