A deputada federal e senadora eleita Bia Kicis (PL-DF) defendeu uma atuação mais rigorosa do Senado Federal na análise dos nomes indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos tribunais superiores. Em declaração atribuída à parlamentar, ela afirmou: “O povo elegeu um Senado de direita e nós estaremos lá para corrigir o Brasil. Não vai ser qualquer um que vai passar nas sabatinas”.
A manifestação ocorre diante da perspectiva de novas nomeações ao Judiciário durante o quarto mandato de Lula. Considerando as indicações realizadas desde 2023 e as aposentadorias previstas até 2030, o presidente poderá acumular seis nomeações ao Supremo Tribunal Federal (STF), até 12 ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e seis ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). No Superior Tribunal Militar (STM), as projeções apontam para até seis indicações no mesmo período.
Com a eleição de novos parlamentares de direita para o Senado, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro defendem maior fiscalização das escolhas presidenciais. Bia Kicis, eleita senadora pelo Distrito Federal, integra o grupo que pretende ampliar o controle parlamentar sobre as indicações ao Judiciário e cobrar critérios rigorosos durante as sabatinas.
Pela Constituição Federal, os indicados ao STF precisam passar por sabatina e obter a aprovação da maioria absoluta do Senado, equivalente a pelo menos 41 votos. A nova composição da Casa poderá influenciar diretamente o processo de escolha dos próximos ministros, já que as nomeações dependem de aprovação parlamentar.
Fontes: CNN Brasil, UOL, Rádio Senado e Política da Paraíba (outubro de 2026).
