A Argentina anunciou a redução para zero da alíquota do imposto de exportação sobre veículos fabricados no país. A medida entra em vigor em julho, terá validade inicial de um ano e elimina a taxa de 4,5% que incidia sobre as exportações de automóveis.
Como o Brasil é o principal destino dos carros produzidos na Argentina, a decisão levantou a expectativa de que alguns modelos possam ficar mais baratos no mercado brasileiro.
Na prática, porém, especialistas avaliam que o impacto tende a ser limitado. Isso porque o imposto representava apenas uma parte do custo de exportação, enquanto fatores como câmbio, custos logísticos, impostos brasileiros, margem das montadoras e estratégia comercial continuam influenciando o preço final dos veículos.
Ainda assim, a medida pode aumentar a competitividade dos carros argentinos e abrir espaço para promoções ou reajustes pontuais em determinados modelos, especialmente se houver maior concorrência entre as fabricantes.
Resta saber se a redução de custos será repassada ao consumidor ou se ficará concentrada nas margens das montadoras e concessionárias. A expectativa do mercado é de que eventuais quedas de preço, caso ocorram, sejam discretas.







