O Amazonas enfrenta uma grave situação de queimadas, com fumaça intensa, piora na qualidade do ar e suspensão de aulas presenciais em Manaus. Após semanas de agravamento do problema, o governo federal anunciou, na sexta-feira (9), o envio de 290 brigadistas e seis aeronaves para reforçar o combate aos incêndios.
Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgados pela imprensa, foram registrados 4.370 focos de calor no Amazonas entre 1º de setembro e 6 de outubro de 2026. Somente em setembro, o estado contabilizou 3.726 registros, quase quatro vezes o total do mesmo mês em 2025.
A fumaça chegou à capital, Manaus, onde escolas e universidades suspenderam atividades presenciais para proteger alunos e funcionários. A qualidade do ar atingiu níveis considerados perigosos para a saúde, aumentando a preocupação com problemas respiratórios.
O anúncio do governo prevê quatro aviões do modelo Air Tractor, usados para lançar água sobre as chamas, e dois helicópteros, além dos 290 brigadistas. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Ibama já havia apagado 229 incêndios no estado desde o início da temporada e ainda atuava no combate a outros 20 incêndios ativos.
A situação também gerou questionamentos sobre o momento do reforço federal. O governo do Amazonas havia solicitado apoio em 23 de setembro, mas, segundo o Ministério do Meio Ambiente, comunicou em 30 de setembro que não precisava mais da equipe inicialmente mobilizada, após chuvas ajudarem a controlar os focos naquele momento.
Agora, com o agravamento das queimadas, o governo federal anunciou novos recursos para tentar conter o avanço do fogo. Ainda não há uma previsão segura para o fim dos incêndios.
Importante: os 4.370 registros são focos de calor detectados por satélite, e não o número exato de incêndios nem a quantidade de hectares queimados.
Fontes: INPE; Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima; Folha de S.Paulo, 9 de outubro de 2026.







