A decisão do governo Lula de proibir as bets no Brasil passou a gerar também uma reação política entre parte dos torcedores do Flamengo. O clube tinha o maior contrato de patrocínio com uma casa de apostas no futebol brasileiro: cerca de R$ 268,5 milhões por ano com a Betano.
Após a medida, manifestações de torcedores nas redes sociais passaram a relacionar a perda do patrocínio às eleições de 2026. Entre as mensagens que circulam, há críticas ao PT e defesa de que nenhum candidato do partido ao Congresso pelo Rio de Janeiro receba votos.
A mobilização ocorre justamente no momento em que apoiadores de Lula realizaram o CarnaLula, neste domingo (27), na orla de Copacabana.
O fim das bets também provocou reação dos clubes. Além do Flamengo, outras equipes questionaram os efeitos da medida sobre os contratos de patrocínio. Em 2025, os acordos de empresas de apostas com clubes da Série A movimentaram cerca de R$ 1,03 bilhão.
Assim, o debate que começou no futebol e nos patrocínios ganhou um novo componente: parte dos torcedores passou a transformar a questão das bets em manifestação política para as eleições de 2026 no Rio de Janeiro.






