O número de benefícios negados pelo INSS aumentou cerca de 70% nos primeiros meses de 2026, segundo dados do Ministério da Previdência. A média mensal de pedidos recusados chegou a aproximadamente 668,6 mil entre janeiro e maio, ante cerca de 395 mil no mesmo período do ano anterior.
O cenário chama atenção porque o governo Lula tem como meta zerar a fila de espera do INSS até setembro. A promessa foi reafirmada pelo próprio presidente em junho, quando ele disse que a nova presidente do instituto havia assumido esse compromisso.
Apesar do aumento das negativas, a fila de pedidos pendentes caiu ao longo do ano. Em maio, eram cerca de 2,2 milhões de requerimentos, depois de o número ter chegado a aproximadamente 3,1 milhões no início de 2026.
Ou seja: o governo conseguiu reduzir a quantidade de pedidos aguardando análise, mas, ao mesmo tempo, aumentou bastante o número de solicitações que terminam negadas. Isso tem gerado questionamentos sobre como a fila está sendo reduzida e sobre o impacto dessas negativas para quem depende dos benefícios.







