O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou publicamente que se reuniu com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, em um encontro realizado fora da agenda oficial no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024. Segundo relatos divulgados pela imprensa, a reunião teria sido articulada pelo ex-ministro Guido Mantega e contou também com a presença do então CEO do banco, Augusto Lima.
De acordo com as investigações, Vorcaro teria buscado aconselhamento de Lula sobre uma proposta do BTG Pactual para aquisição do Banco Master. O presidente afirmou que orientou o empresário a não vender a instituição e continuar operando no mercado, além de garantir que o governo atuaria de forma “técnica” nas investigações conduzidas pelo Banco Central e pela Polícia Federal. Meses depois, o Banco Master acabou liquidado pelo Banco Central, enquanto Vorcaro foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras bilionárias.
Já o senador Flávio Bolsonaro também admitiu ter se encontrado com Vorcaro. Inicialmente negando proximidade com o ex-banqueiro, o parlamentar confirmou os encontros após o vazamento de mensagens e áudios. Segundo Flávio, o contato ocorreu devido ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio afirmou que visitou Vorcaro em São Paulo após a soltura do empresário para encerrar definitivamente as negociações relacionadas ao projeto cinematográfico. Investigações apontam que o acordo previa até US$ 24 milhões em investimentos privados para a produção, dos quais parte já teria sido transferida à produtora. Em áudios divulgados pela imprensa, o senador aparece cobrando pagamentos atrasados e chamando Vorcaro de “irmão”.
Os dois episódios envolvendo Lula e Flávio Bolsonaro ampliaram a repercussão política do caso Vorcaro e intensificaram debates sobre a relação de figuras públicas com o ex-controlador do Banco Master.







