Em resposta à nota de preocupação emitida pelo Itamaraty, o governo da Nicarágua criticou a posição do Brasil e afirmou que a decisão de cancelar as eleições presidenciais previstas para 2027 faz parte de sua “soberania nacional”. O regime de Daniel Ortega declarou que a medida busca preservar a estabilidade do país e rejeitou o que classificou como interferência externa.
A reação ocorre após o governo brasileiro manifestar preocupação com os rumos da democracia no país centro-americano. Ortega e sua administração, que estão no poder há quase duas décadas, enfrentam críticas de organizações internacionais e de diversos governos por restrições à oposição e às liberdades políticas.
O episódio amplia as tensões diplomáticas entre Brasil e Nicarágua e reacende o debate sobre democracia, direitos políticos e relações internacionais na América Latina.







