A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, voltou ao centro do debate político após ser questionada sobre quais resultados concretos suas viagens internacionais trouxeram ao Brasil. Desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2023, Janja acumulou cerca de 170 dias no exterior, distribuídos em 36 viagens a 38 países, segundo levantamento do Poder360.
Em entrevista concedida nesta terça-feira (14), Janja afirmou que sua atuação vai além da representação protocolar. Ao responder às críticas, declarou que viaja para “conversar e promover articulações”, defendendo que esse trabalho contribui para aproximar governos, organismos internacionais e instituições em temas de interesse do Brasil.
Segundo a primeira-dama, essas articulações ajudaram a impulsionar iniciativas como a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, além de pautas relacionadas ao combate ao feminicídio, à segurança alimentar e à dignidade menstrual. Ela também afirmou que participou de diálogos entre ministérios para solucionar entraves em políticas públicas voltadas às mulheres e às famílias.
As viagens, porém, seguem sendo alvo de críticas da oposição, que questiona a existência de resultados mensuráveis, os custos envolvidos e o fato de Janja não ocupar um cargo público formal. Já o governo argumenta que as agendas da primeira-dama são institucionais, públicas e voltadas à representação internacional do Brasil.







