A adolescente Maria Isabela Budske, de 13 anos, moradora de Jaraguá do Sul (SC), luta contra um linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer do sistema linfático. Ela foi diagnosticada em janeiro de 2025, passou por quimioterapia e por um transplante de medula óssea, mas o tratamento não apresentou o resultado esperado. Diante disso, os médicos indicaram o uso do medicamento brentuximabe vedotina, uma imunoterapia de alto custo considerada essencial para o caso.
A família conseguiu uma liminar da Justiça Federal determinando que a União fornecesse o medicamento. No entanto, a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou recurso. Após esse recurso, um desembargador suspendeu os efeitos da liminar, interrompendo temporariamente o fornecimento do remédio enquanto o processo continua sendo analisado.
Cada dose do medicamento custa cerca de R$ 38 mil, e a próxima aplicação precisa ocorrer até 19 de agosto, segundo a família. Sem uma nova decisão judicial, os familiares iniciaram uma campanha para arrecadar recursos e tentar manter o tratamento da adolescente.
Segundo a mãe da menina, a defesa prepara um novo pedido à Justiça acompanhado de relatórios médicos atualizados para demonstrar a urgência da continuidade da imunoterapia. A família também afirma que médicos que avaliaram o caso reconheceram a necessidade clínica do tratamento.
A AGU representa judicialmente a União e, nesses processos, costuma recorrer quando entende que o fornecimento do medicamento não atende aos critérios legais ou aos protocolos vigentes do SUS. Até o momento, não foi localizada uma manifestação pública específica da AGU detalhando os fundamentos do recurso nesse caso.







