O deputado federal Nikolas Ferreira publicou em suas redes sociais um vídeo no qual voltou a discutir as decisões tomadas durante a pandemia de Covid-19 e criticou a atuação da grande mídia naquele período. Segundo o parlamentar, novas pesquisas envolvendo medicamentos defendidos por Jair Bolsonaro e Donald Trump mostrariam que os dois líderes foram atacados injustamente.
No vídeo, Nikolas relembrou que Bolsonaro e Trump defenderam a investigação e o uso da ivermectina durante a crise sanitária. Na época, declarações favoráveis ao medicamento foram duramente criticadas por veículos de comunicação, autoridades sanitárias e adversários políticos.
“Agora que o mundo inteiro já sabe que as medidas sanitárias tomadas durante a pandemia foram uma fraude e que os remédios sugeridos por Bolsonaro e Trump tinham efeitos positivos, mas a mídia não quis divulgar, será que a Rede Globo vai pedir desculpas a Bolsonaro?”, questionou o deputado.
A publicação ocorre em meio à retomada das discussões sobre a ivermectina, especialmente depois do surgimento de pesquisas que avaliam uma possível aplicação da substância em outras doenças, como alguns tipos de câncer. Entretanto, esses estudos ainda estão em andamento e não significam que o medicamento tenha sido comprovado como tratamento contra o câncer.
Também não houve, até o momento, uma nova descoberta científica que tenha comprovado a eficiência da ivermectina contra a Covid-19. Ensaios clínicos de maior qualidade não demonstraram redução significativa de hospitalizações ou mortes, e a FDA continua afirmando que os dados disponíveis não comprovam sua eficácia contra a doença. (U.S. Food and Drug Administration)
Dessa forma, a fala de Nikolas representa a interpretação política apresentada pelo deputado, mas mistura pesquisas atuais sobre outras possíveis aplicações da ivermectina com a discussão sobre seu uso durante a pandemia. O episódio, porém, reacende o debate sobre a postura adotada pela imprensa, por plataformas digitais e por autoridades sanitárias diante de opiniões divergentes durante aquele período.
Fontes: publicação de Nikolas Ferreira; FDA; Organização Mundial da Saúde; New England Journal of Medicine.







