Um adolescente de 15 anos ficou gravemente ferido após ser atingido por uma granada na comunidade da Caixa D’Água, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo relatos da família e informações divulgadas pela Polícia Militar, o artefato teria sido lançado por um drone que sobrevoava a região durante confrontos entre facções criminosas rivais. O jovem sofreu fratura exposta na perna e precisou passar por cirurgia.
O caso chocou moradores da região, que organizaram protestos pedindo paz e cobrando ações mais efetivas das autoridades. Cartazes com frases como “Parem de bombardear nossas crianças” e “Deixem nossas crianças brincarem em paz” foram exibidos durante as manifestações.
A Polícia Civil investiga o episódio e apura a suspeita de que criminosos estejam utilizando drones para transportar e lançar explosivos em áreas dominadas por facções rivais. Nos últimos anos, o uso de tecnologia por organizações criminosas tem chamado atenção das forças de segurança, especialmente após registros de drones empregados para monitoramento e ataques em comunidades do Rio.
O caso também reacendeu o debate sobre a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. Críticos do governo Lula afirmam que episódios envolvendo explosivos, ataques a civis e o uso de drones armados demonstram um nível de violência semelhante ao observado em conflitos de guerra urbana. Já integrantes do governo defendem que o enquadramento jurídico dessas organizações deve seguir a legislação brasileira e argumentam que o combate ao crime organizado exige cooperação entre inteligência, polícia e Justiça.



