O governo Lula e dirigentes de clubes brasileiros discutem a criação de uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões para ajudar equipes a reorganizarem suas dívidas. A proposta ganhou força após a decisão do governo de proibir as bets no país, medida oficializada pela MP 1.394, de 25 de setembro. A perda estimada somente com patrocínios diretos das casas de apostas pode chegar a cerca de R$ 1 bilhão por ano para o futebol brasileiro.
O plano, chamado de Programa Nacional de Reestruturação Financeira do Futebol Profissional, prevê empréstimos com juros mais baixos e prazo de pagamento de até 20 anos, com dois anos de carência. Segundo informações publicadas pelo UOL, os recursos poderiam vir do superávit financeiro federal de 2025, mas os empréstimos seriam concedidos por bancos habilitados, que assumiriam o risco de inadimplência. O dinheiro teria utilização limitada a despesas como dívidas trabalhistas, tributárias, bancárias e investimentos em categorias de base.
As negociações com os clubes já vinham ocorrendo antes da proibição das bets, mas foram aceleradas diante do impacto esperado sobre as receitas de patrocínio. Representantes de Corinthians, Internacional e Atlético-MG estão entre os dirigentes envolvidos nas conversas com o governo. A proposta ainda está em discussão e pode sofrer alterações antes de eventual formalização.







