O governo do presidente Lula decidiu não enviar representantes para uma conferência realizada em Washington, nos Estados Unidos, que debate o combate ao chamado “terrorismo político de extrema esquerda”. O evento reúne representantes de mais de 65 países e foi organizado pelo governo norte-americano.
Segundo o Itamaraty, o chanceler Mauro Vieira não compareceu porque já tinha outros compromissos oficiais no Brasil. No entanto, a ausência foi interpretada por parte de analistas como um gesto político em meio ao momento de tensão entre Brasília e Washington.
A decisão acontece poucos dias depois de os Estados Unidos anunciarem uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros, o que aumentou o desgaste nas relações entre os dois governos.
Nas redes sociais e no meio político, a decisão gerou debates. Enquanto apoiadores do governo afirmam que o Brasil tem autonomia para definir sua política externa, críticos dizem que a ausência pode prejudicar o diálogo com os Estados Unidos em um momento delicado das relações diplomáticas.
O episódio reforça o clima de distanciamento entre os governos de Lula e Donald Trump, que já vêm divergindo em diversos temas internacionais nos últimos meses.







