O jornalista Luís Ernesto Lacombe criticou duramente a cobertura da Rede Globo após a edição do Fantástico exibida no último domingo (1º), que dedicou duas reportagens ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao deputado federal André Janones (Rede-MG).
Na crítica atribuída a Lacombe, a emissora teria utilizado aproximadamente 26 minutos para apresentar Flávio Bolsonaro como um político de postura golpista, enquanto Janones recebeu tratamento de destaque por sua atuação na comunicação digital da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.
A reportagem sobre Flávio abordou sua saída do Brasil após a derrota presidencial e a carta em que questionou o resultado das eleições. Já a matéria sobre Janones destacou a criação do chamado “Exército do Lula”, canal de WhatsApp que reuniu mais de 10 milhões de seguidores durante a campanha eleitoral.
Outro ponto levantado na crítica foi a ausência de uma abordagem sobre as relações entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O assunto ganhou repercussão após a divulgação de relatórios da Polícia Federal contendo mensagens, registros de encontros e informações sobre contratos envolvendo o escritório de advocacia da esposa do ministro. Moraes contestou anteriormente informações sobre mensagens atribuídas a ele.
Para os críticos da cobertura, o contraste entre as reportagens levanta questionamentos sobre os critérios editoriais da emissora e a maneira como personagens políticos de diferentes campos ideológicos são apresentados ao público.
A repercussão também alcançou outros comentaristas, entre eles Rodrigo Constantino, que questionou publicamente a diferença de tratamento entre Flávio Bolsonaro e André Janones.
A discussão reacende o debate sobre imparcialidade jornalística, seleção de pautas e o papel da televisão na formação da opinião pública.
Fontes: Terra (02/11/2026); Estado de Minas (02/11/2026); UOL e CNN Brasil (01/09/2026); Gazeta do…







