O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou a questionar a situação democrática do Brasil ao comentar a saída de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, do território brasileiro após a derrota nas eleições presidenciais de 2026.
Para Eduardo, as circunstâncias que levaram Flávio a deixar o país demonstram o que ele considera uma situação de perseguição política e falta de garantias democráticas para integrantes da oposição.
O episódio ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro e proibir sua saída do Brasil. A medida foi adotada no contexto de investigações envolvendo o senador e levou em consideração declarações anteriores de Eduardo, que havia defendido a saída do irmão em caso de derrota eleitoral.
Apesar da determinação judicial, Flávio deixou o Brasil, passando pela Argentina e pelo Equador antes de chegar aos Estados Unidos, onde se reuniu com familiares e aliados políticos.
O senador também criticou a atuação do Judiciário brasileiro e afirmou que sua decisão de permanecer no exterior está relacionada ao temor de sofrer medidas semelhantes às enfrentadas por seu pai, Jair Bolsonaro, e por Eduardo.
As declarações refletem a posição política dos irmãos Bolsonaro. Já as medidas judiciais foram fundamentadas em investigações conduzidas pelas autoridades brasileiras, e a existência de perseguição política é uma interpretação contestada.
Fontes: Folha de S.Paulo; VEJA; GZH; UOL.
