A partir de 1º de janeiro de 2026, a aposentadoria pelo INSS ficará mais distante para quem ainda não cumpriu todos os requisitos. A mudança é objetiva e direta: o trabalhador terá de trabalhar mais tempo para compensar o rombo histórico da Previdência.
⏱️ O que mudou, de forma clara
Em relação a 2025, a idade mínima aumenta exatamente 6 meses para homens e mulheres nas regras de transição.
📊 Comparação direta: 2025 × 2026
Mulheres
2025: 59 anos 2026: 59 anos e 6 meses ➡️ Aumento: +6 meses
Homens
2025: 64 anos 2026: 64 anos e 6 meses ➡️ Aumento: +6 meses
⚠️ O tempo mínimo de contribuição NÃO mudou:
Mulheres: 30 anos Homens: 35 anos
Ou seja, não basta contribuir: agora é obrigatório esperar mais tempo de vida para ter direito ao benefício.
🔢 Regra de pontos também ficou mais pesada
A regra que soma idade + tempo de contribuição também aumentou em 2026:
Mulheres: 2025: 92 pontos 2026: 93 pontos ➡️ Aumento: +1 ponto Homens: 2025: 102 pontos 2026: 103 pontos ➡️ Aumento: +1 ponto
💼 Quem paga a conta do rombo
Esses aumentos automáticos fazem parte da Reforma da Previdência, mas acontecem em um cenário de rombo bilionário do INSS, resultado de décadas de desequilíbrio, má gestão e escândalos de corrupção.
Na prática, o efeito é simples e cruel:
➡️ o cidadão comum é obrigado a trabalhar mais para sustentar um sistema quebrado, enquanto os erros que levaram ao rombo não recaem sobre quem os causou.
📌 Atenção ao prazo final
Quem não completar idade e contribuição até 31 de dezembro de 2025 cairá automaticamente nas regras mais duras de 2026. Não existe exceção nem carência: faltou um dia, aplica-se o aumento
O aumento de 6 meses na idade mínima pode parecer pequeno no papel, mas, para quem já está no limite físico e financeiro, significa meio ano a mais de trabalho forçado.
Depois de uma vida inteira contribuindo, o trabalhador brasileiro agora paga a conta do rombo do INSS com o próprio tempo de vida.







