O governo Lula prepara uma nova etapa da reforma tributária que inclui a cobrança do chamado “Imposto do Pecado” sobre veículos a partir de 2027. Nesta quinta-feira (5), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que automóveis estarão entre os produtos atingidos pelo Imposto Seletivo, ao lado de bebidas alcoólicas, refrigerantes, cigarros e embarcações. A medida foi formalizada pela Medida Provisória 1.399/2026, publicada na quarta-feira (4).
Apesar da criação do novo tributo, Durigan garantiu que a carga tributária brasileira não aumentará. Segundo o ministro, a reforma substituirá impostos existentes e tornará a cobrança mais transparente. “Então não vai haver aumento de carga. Vamos ter ganho de transparência e racionalidade na tributação do consumidor”, declarou.
A cobrança está prevista para começar em 2 de fevereiro de 2027. Inicialmente, as alíquotas serão ajustadas para manter uma tributação equivalente à do atual IPI. Entretanto, o governo pretende apresentar novas alíquotas para 2028, com o objetivo de desestimular o consumo de determinados produtos. Isso abre espaço para mudanças nos custos tributários de veículos, embora algumas categorias tenham isenções previstas.
A novidade reacende o debate sobre o peso dos impostos no bolso dos brasileiros. Para quem já enfrenta os custos de combustível, manutenção, seguro e IPVA, a possibilidade de uma tributação mais elevada sobre automóveis preocupa. Embora o governo defenda a reforma como uma reorganização sem aumento da carga total, permanece a dúvida sobre quais consumidores acabarão pagando mais quando as novas regras estiverem integralmente em vigor.
Fontes: UOL/Estadão (05/11/2026); Agência Câmara de Notícias (05/11/2026); Agência Gov/Casa Civil (04/11/2026).







