Uma denúncia divulgada nesta quinta-feira (29) pelo portal Informe Baiano trouxe novos elementos à polêmica envolvendo o transporte público de Salvador durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Áudios atribuídos a Fábio Primo, presidente interino do Sindicato dos Rodoviários, revelam uma mobilização organizada de integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) para colocar adesivos eleitorais em ônibus que circulariam no dia da votação.
Nas gravações, o sindicalista distribui responsabilidades entre equipes, orienta a atuação nas garagens e determina que os adesivos sejam colocados prioritariamente nos veículos que entrariam em circulação. A revelação ganhou repercussão porque, no dia da eleição, ônibus ficaram retidos nas garagens, enquanto a Prefeitura de Salvador alegava que a retirada de propaganda eleitoral irregular havia provocado atrasos no transporte.
Após a divulgação, o Informe Baiano publicou um comentário atribuído a Fábio Primo no qual ele defende seu direito de manifestação política. O Sindicato dos Rodoviários, por sua vez, negou responsabilidade pela retenção dos ônibus. Já o Procon-BA informou ter encontrado 944 veículos parados em nove garagens, mas afirmou não ter constatado adesivação generalizada que justificasse a paralisação da frota.
O episódio levanta questionamentos sobre quem autorizou a colocação dos adesivos, quais eram os objetivos da mobilização e se houve alguma relação deliberada com os transtornos enfrentados pelos eleitores. Embora os áudios apontem para uma ação previamente organizada, ainda não há comprovação de que seu objetivo fosse prejudicar o transporte. O caso exige esclarecimentos e apuração das responsabilidades.
Fontes: Informe Baiano, Bahia Notícias, Estadão Conteúdo e Governo da Bahia.







