Estudantes de uma escola pública de Parintins, no Amazonas, realizaram um protesto nesta segunda-feira (26), apenas um dia após o segundo turno das eleições presidenciais, para denunciar a falta de alimentação escolar. A manifestação aconteceu em uma cidade onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou 82,75% dos votos válidos, contra 17,25% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo dados eleitorais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os alunos do Centro de Educação em Tempo Integral (CETI) Deputado Gláucio Gonçalves ocuparam o saguão da instituição para cobrar providências. Segundo os estudantes, o café da manhã deixou de ser servido, embora a escola de tempo integral deva oferecer três refeições diárias. O problema também teria comprometido o almoço e provocado o encerramento antecipado das aulas.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), funcionários terceirizados responsáveis pela alimentação paralisaram suas atividades devido a atrasos salariais. Durante a manifestação, representantes do grêmio estudantil também denunciaram a falta de recursos para atividades básicas, incluindo a reprodução de provas escolares.
O episódio ganhou repercussão pelo contraste entre a expressiva votação recebida por Lula no município e a situação enfrentada pelos estudantes logo após as eleições. Entretanto, a escola pertence à rede estadual, sendo o Governo do Amazonas responsável diretamente pelo fornecimento da alimentação. A situação reacende críticas sobre a qualidade dos serviços públicos e a necessidade de garantir condições dignas aos estudantes, independentemente de disputas políticas.
Fontes: AmEmPauta, Congresso em Foco e BNC Amazonas.








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