O advogado Martin De Luca, que representa a Trump Media, empresa ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a plataforma Rumble, questionou o processo eleitoral brasileiro e cobrou transparência sobre os resultados do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em entrevista ao programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo, De Luca defendeu uma investigação independente e a abertura dos registros do sistema eleitoral para esclarecer os acontecimentos durante a votação.
O advogado criticou especialmente a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prorrogação da votação até as 19h no dia 25 de outubro. De Luca classificou o episódio como “janela Zanin” e questionou a necessidade de ampliar o horário de votação. Segundo ele, a medida levantou dúvidas que deveriam ser esclarecidas por meio de uma auditoria independente.
Durante a entrevista, De Luca afirmou que, caso uma investigação confirme a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por aproximadamente 4,4 milhões de votos, será o primeiro a reconhecer o resultado. Entretanto, defendeu que, caso não haja transparência suficiente, a realização de um novo segundo turno deveria ser considerada. O advogado não apresentou provas de fraude eleitoral, concentrando seus questionamentos na decisão judicial e na necessidade de acesso aos dados.
Por outro lado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou que apenas 34.393 votos foram registrados após as 17h, quantidade muito inferior à diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos entre Lula e Flávio Bolsonaro. A Justiça Eleitoral também esclareceu que a extensão do horário ocorreu após relatos de dificuldades no transporte de eleitores apresentados pelas duas campanhas e foi aplicada somente às seções que ainda estavam abertas. Os dados divulgados não sustentam a alegação de que a prorrogação tenha alterado o resultado da eleição.
Fontes: Gazeta do Povo, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), CNN Brasil e…







