A Costa Rica começou a receber os primeiros detentos de sua nova megaprisão de segurança máxima, inspirada no sistema penitenciário de El Salvador, comandado pelo presidente Nayib Bukele. Na segunda-feira (26), 123 presos foram transferidos para o Centro de Alta Contenção contra o Crime Organizado (CACCO), localizado em Alajuela. Imagens divulgadas pelo governo mostram os detentos com as cabeças raspadas, uniformes laranja e submetidos a rígidos procedimentos de segurança.
A nova unidade tem capacidade para aproximadamente 5.100 presos e foi construída para combater o avanço do crime organizado e recuperar o controle do sistema penitenciário. A presidente Laura Fernández defende o endurecimento das medidas contra criminosos de alta periculosidade. O projeto segue princípios adotados em El Salvador, país que ganhou repercussão internacional pela redução dos homicídios, mas cujo sistema também enfrenta denúncias de prisões arbitrárias e violações de direitos humanos.
O modelo é semelhante ao que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendia implementar no Brasil. Durante sua campanha presidencial, Flávio apresentou uma proposta para construir cinco novos presídios federais de segurança máxima, inspirados no sistema salvadorenho. O projeto, chamado de Complexo Federal de Segurança Máxima, previa o isolamento de líderes de facções criminosas, restrições de comunicação e maior rigor no cumprimento das penas.
A inauguração da megaprisão costarriquenha reacende o debate sobre a adoção de medidas semelhantes no Brasil. Defensores do modelo argumentam que o isolamento de lideranças criminosas pode enfraquecer facções e reduzir a violência. Já especialistas alertam para os riscos de abusos e para as diferenças entre os sistemas penitenciários dos dois países. Enquanto isso, a Costa Rica inicia uma nova fase de sua política de segurança pública, apostando no endurecimento do sistema prisional para enfrentar o crime organizado.
Fontes: Reuters (27/10/2026); Folha de S.Paulo…







