A captura de Nicolás Maduro por forças americanas, em janeiro de 2026, voltou ao centro das discussões políticas após a repercussão da chamada Operação Alba, mencionada pelo advogado mexicano Simón Levy, que se apresenta como aliado de Donald Trump. O episódio reacendeu questionamentos sobre até onde os Estados Unidos poderiam chegar em uma eventual intervenção contra o governo brasileiro.
A chamada Operação Alba foi apresentada por Levy como uma suposta articulação envolvendo Flávio Bolsonaro e autoridades americanas, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio. Entretanto, não existem provas públicas de que a operação seja oficial ou de que a CIA esteja planejando capturar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O precedente venezuelano, marcado pela operação militar americana que resultou na captura de Maduro em Caracas, levantou preocupações internacionais sobre soberania e os limites da atuação de potências estrangeiras. Uma eventual ação semelhante em território brasileiro representaria uma grave crise diplomática e jurídica, mas não há evidências de que esteja sendo preparada.
A comparação entre Brasil e Venezuela também não permite concluir que uma possível captura de Lula seria mais fácil ou mais difícil. O debate, por enquanto, permanece no campo das hipóteses, destacando a importância da segurança institucional, da soberania nacional e do respeito ao direito internacional.







