O programa “Voa Brasil”, concebido pelo governo, revelou-se um completo insucesso, concretizando menos de 1,7% do seu objetivo inicial. Este resultado comprova que abordagens populistas não conseguem contornar as severas leis da economia e da aritmética financeira.
Autoridades tentaram onerar o setor privado com propostas audaciosas. A intenção era forçar as empresas aéreas a praticar o valor de R$ 200 por passagem, desconsiderando fatores críticos como um dos querosene de aviação (QAV) mais elevados do planeta, um ambiente de negócios sufocado por processos judiciais e uma carga tributária excessivamente pesada.
As companhias aéreas não são antagonistas; elas operam como qualquer outra empresa, buscando a sustentabilidade financeira. A verdade é que o próprio aparato estatal é quem eleva os custos no Brasil. Em vez de resolver os problemas estruturais do setor – como tributos, burocracia e um mercado pouco competitivo – o governo opta por lançar campanhas publicitárias sem substância.
O desfecho é claro: discursos políticos não são capazes de fazer aeronaves saírem do solo.







