O avanço da nova lei de misoginia coloca gírias populares e expressões de cotidiano sob a mira da Justiça. Um exemplo recente que ilustra o perigo dessa subjetividade é o caso de Neymar, que utilizou a expressão “está de chico” para responder a uma crítica nas redes sociais, referindo-se ao ciclo menstrual de forma pejorativa.
Se a nova legislação for aprovada com o rigor proposto, o que muitos consideram uma “gíria de vestiário” ou apenas uma fala de mau gosto, pode ser tipificado como crime de ódio ou ridicularização do gênero feminino. O resultado? Uma pena que pode chegar a 5 anos de reclusão.
A grande polêmica que o portal levanta é: o Estado deve ter o poder de prender alguém por meia década devido ao uso de uma expressão como “está de chico”? Enquanto defensores da lei afirmam que isso combate a raiz do preconceito, críticos alertam para uma era de “policiamento do vocabulário”, onde a linha entre a liberdade de expressão e o crime de ódio se torna invisível. No mundo real, punir uma fala com uma pena maior do que a de muitos crimes violentos parece ser mais uma sinalização ideológica do que justiça de fato.







