Ala ‘neoconservadores em conserva’ gerou polêmica no desfile da Acadêmicos de Niterói.
A Acadêmicos de Niterói, estreante no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, causou burburinho com uma ala controversa em seu desfile de homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A agremiação, que desfilou em 15 de fevereiro de 2026 com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, apresentou a ala “neoconservadores em conserva” como uma crítica a grupos que se opõem às políticas do presidente.
A fantasia, que retratava uma lata de conserva com uma família tradicional, simbolizava o que a escola chamou de “neoconservadores”. Entre os grupos representados estavam evangélicos, o agronegócio, mulheres de classe alta e defensores da ditadura militar, conforme a explicação da própria Acadêmicos de Niterói. O desfile, iniciado às 22h13 e com duração de 79 minutos, foi assistido por Lula e aliados em um camarote oficial.
A homenagem ao presidente gerou reações intensas. Partidos e políticos da oposição, como o Novo, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP), tentaram barrar o desfile e o repasse de R$ 1 milhão da Embratur para a escola, mas suas ações foram rejeitadas pela Justiça Federal e pelo TCU, respectivamente. A primeira-dama Janja, que inicialmente desfilaria no último carro, desistiu por receio de ser interpretado como campanha eleitoral antecipada.







