O empresário Felipe Lemos, presidente do Partido Liberal (PL) no município de São João Batista, em Santa Catarina, gerou grande repercussão ao divulgar imagens de um avião exibindo a frase “Lula ladrão” durante um sobrevoo. A mensagem, escrita em letras grandes e visíveis à distância, rapidamente se espalhou pelas redes sociais e chamou atenção pelo tom de afronta direta ao presidente da República e ao Supremo Tribunal Federal.
Segundo relatos atribuídos ao próprio empresário, a ação teve caráter provocativo. Em tom de deboche, Felipe Lemos teria afirmado “quero ver anotar a placa”, sugerindo desafio às autoridades e possíveis tentativas de responsabilização. A frase foi interpretada como uma crítica direta ao STF, frequentemente acusado por setores da direita de agir politicamente e restringir a liberdade de expressão.
A atitude dividiu opiniões. Apoiadores consideraram o ato uma manifestação política legítima e uma forma de protesto contra o governo Lula e decisões do Judiciário. Já críticos afirmam que a mensagem extrapola o debate político e contribui para a radicalização do ambiente institucional, podendo gerar consequências jurídicas.
Especialistas apontam que, embora a liberdade de expressão seja garantida, ações desse tipo podem ser analisadas sob aspectos administrativos e legais, especialmente quando envolvem o uso de aeronaves para fins políticos. Até o momento, não há confirmação de punições, mas o episódio segue sendo debatido como mais um reflexo da polarização política no país.







