Um novo projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados reacendeu o debate sobre as prioridades no combate à obesidade no Brasil. A proposta prevê que o Sistema Único de Saúde (SUS) passe a oferecer gratuitamente medicamentos injetáveis para tratamento da obesidade, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”.
Nesta quinta-feira, o deputado Pompeo de Mattos (PDT/RS) protocolou um projeto de lei que visa incluir o tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). O parlamentar argumenta que o elevado custo mensal, que pode atingir R$ 3.627,82, torna o tratamento inviável para grande parte da população de baixa renda.
O projeto destaca a urgência da medida, apontando que, em 2024, 25,7% dos adultos brasileiros já enfrentavam a obesidade. Essa alta porcentagem reforça a necessidade de acesso facilitado a cuidados médicos para essa condição crônica.
A proposta, no entanto, levanta questionamentos sobre o foco das políticas públicas. Enquanto o texto avança na ampliação do acesso a medicamentos de alto custo, críticos apontam que medidas estruturais, como incentivo à prática esportiva, ampliação de academias populares e políticas de alimentação saudável, acabam ficando em segundo plano no debate legislativo.







