Em meio a uma grave crise financeira, em que os próprios Correios enfrentam dificuldades para pagar benefícios e salários de seus funcionários, a estatal destinou R$ 23,5 milhões em patrocínios para turnês de grandes nomes da música brasileira, gerando forte repercussão e críticas sobre a prioridade do uso do dinheiro público.
O Banco do Brasil, também estatal, foi responsável pela maior parte do investimento: R$ 16,5 milhões para a turnê conjunta de Caetano Veloso e Maria Bethânia, enquanto outros R$ 3 milhões foram aplicados na turnê de Gilberto Gil. Já os Correios aportaram R$ 4 milhões especificamente à turnê de despedida de Gilberto Gil.
A decisão acontece enquanto os Correios enfrentam déficit orçamentário significativo, com atrasos em pagamentos de 13º salário e dificuldades para manter benefícios como plano de saúde dos funcionários. Servidores reclamam que a empresa prioriza patrocínios milionários em vez de cumprir obrigações básicas com seus trabalhadores.
Críticos afirmam que o investimento milionário em turnês de artistas consagrados revela prioridades distorcidas e falta de transparência na gestão de recursos públicos. Enquanto isso, quem mantém a operação da estatal e garante serviços essenciais fica sem receber o que é devido.
Defensores do patrocínio alegam que é uma forma de fomentar a cultura brasileira, mas muitos questionam: como justificar milhões em shows de artistas famosos enquanto funcionários enfrentam salários atrasados e cortes em benefícios?
A situação evidencia uma gestão questionável de recursos públicos, levantando dúvidas sobre as escolhas da administração dos Correios e sobre a real prioridade de quem deveria zelar pelo bom funcionamento de uma das maiores empresas estatais do país.







