O que seria um marco histórico para o programa espacial brasileiro terminou em fracasso: o foguete HANBIT‑Nano, que seria o primeiro lançamento comercial de um veículo espacial a partir do Brasil, explodiu poucos instantes após a decolagem no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.
A operação fazia parte da chamada Operação Spaceward, que visa inserir o país no mercado global de lançamentos orbitais em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB), a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a empresa sul‑coreana Innospace. O HANBIT‑Nano transportava cargas brasileiras e internacionais, incluindo satélites desenvolvidos por universidades e startups nacionais.
A ignição ocorreu no Centro de Lançamento de Alcântara, mas o foguete apresentou comportamento anormal em poucos segundos de voo e foi destruído em pleno ar, pouco antes de completar um minuto de voo, segundo relatos iniciais da transmissão.
A explosão ocorreu logo após a decolagem, e todas as equipes de solo e observadores estavam a uma distância segura. Ainda não há confirmação oficial dos motivos da falha nem informações sobre eventuais prejuízos materiais, mas a ocorrência foi claramente detectada nos primeiros segundos de voo.
O episódio representa um revés para o Brasil no que seria sua entrada no competitivo mercado internacional de lançamentos espaciais, após anos de preparativos e expectativa em torno do primeiro voo comercial orbital realizado a partir do território nacional.
Autoridades e equipes técnicas já devem iniciar a investigação sobre as causas da explosão, com análises detalhadas dos dados de telemetria e do próprio veículo lançado. O resultado destas investigações será fundamental para futuros lançamentos e para os planos do país de consolidar sua presença no setor aeroespacial.







