A primeira-dama do município de Turilândia, no interior do Maranhão, é investigada por suspeita de ter utilizado o cartão corporativo da prefeitura para custear despesas pessoais, incluindo o pagamento de sua faculdade de medicina. O caso faz parte de uma investigação do Ministério Público do Maranhão que apura um amplo esquema de desvio de recursos públicos no município.
Segundo os promotores, as apurações apontam que verbas da prefeitura teriam sido usadas para fins particulares por integrantes do grupo investigado. Entre os gastos citados estão mensalidades de curso superior, despesas pessoais da família do prefeito e outros pagamentos sem relação com o interesse público.
A investigação identificou indícios de que o esquema funcionava por meio de contratos fraudulentos, empresas de fachada e uso indevido de recursos municipais, o que teria causado prejuízo milionário aos cofres públicos. Além da primeira-dama, também são investigados o prefeito do município e outros agentes públicos.
Após decisão judicial, o prefeito, a primeira-dama e um ex-vice-prefeito tiveram a prisão mantida e foram transferidos para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. A Justiça entendeu que havia risco à ordem pública e à continuidade das investigações caso os suspeitos permanecessem em liberdade.
O caso gerou forte repercussão no estado e reacendeu o debate sobre a fiscalização do uso de cartões corporativos, a transparência na administração municipal e os mecanismos de controle sobre gastos públicos em pequenas prefeituras.
As investigações seguem em andamento, e os envolvidos ainda poderão responder por crimes como organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em contratos públicos.






