O presidente dos Correios anunciou um amplo plano de reestruturação da estatal que prevê o fechamento de agências em todo o país e a demissão de cerca de 15 mil funcionários até 2027. As medidas fazem parte de uma estratégia para reduzir custos e tentar reequilibrar as contas da empresa, que enfrenta dificuldades financeiras.
Segundo a direção dos Correios, os desligamentos devem ocorrer principalmente por meio de programas de demissão voluntária, além da reorganização da rede de atendimento. O objetivo é concentrar operações em unidades consideradas mais eficientes e reduzir despesas com pessoal e manutenção.
Ao comentar o plano, o presidente afirmou que as decisões não levarão em conta posicionamentos políticos, ressaltando que os cortes ocorrerão independentemente de os funcionários terem apoiado o presidente Lula ou não. De acordo com ele, a prioridade é garantir a sustentabilidade da empresa e a continuidade dos serviços postais.
O plano também inclui ações como modernização da logística, revisão de contratos e possível venda de imóveis considerados ociosos. Sindicatos reagiram com preocupação, alertando para impactos sociais das demissões e para o risco de redução do atendimento, especialmente em municípios menores.







