O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, tomou medidas rigorosas contra o padre Júlio Lancellotti, determinando que ele não pode mais transmitir missas pelas redes sociais, que deve se afastar das plataformas digitais e que pode ser temporariamente afastado de sua paróquia.
A decisão gera repercussão porque Lancellotti é uma figura conhecida por seu forte engajamento político, incluindo apoio declarado ao ex-presidente Lula, e por seu trabalho social. Críticos apontam que sua atuação nas redes sociais e sua visibilidade política contribuíram para que a igreja adotasse medidas restritivas, questionando se o padre mistura política e religião de forma inadequada.
O histórico de polêmicas de Lancellotti, incluindo acusações graves de pedofilia em 2011 — sempre negadas pelo religioso e sem comprovação judicial —, reforça a percepção de que sua imagem pública é marcada por controversas que dividem opinião.
Especialistas em gestão eclesiástica avaliam que a decisão de Dom Odilo reflete uma tentativa de controlar a exposição midiática e política do clero, e de preservar a neutralidade das atividades religiosas, ao mesmo tempo em que evidencia a tensão entre ativismo social e disciplina eclesiástica.






