Dois pesos, duas medidas: mulher detida por pichar estátua em protesto da esquerda é liberada no mesmo dia, enquanto Débora pega 14 anos de prisão
Um caso recente voltou a levantar críticas sobre a imparcialidade da Justiça no Brasil. Em Belo Horizonte, uma mulher foi detida após pichar uma estátua histórica durante um protesto ligado à esquerda, mas acabou liberada no mesmo dia, sem maiores consequências penais.
O episódio contrasta diretamente com o caso de Débora, cabeleireira condenada a 14 anos de prisão por escrever com batom a frase “perdeu, mané” em uma estátua durante um protesto associado à direita. A condenação foi confirmada pelo STF, que enquadrou o ato como crime grave contra o Estado Democrático de Direito.
Apesar de ambos os casos envolverem depredação de patrimônio público, a diferença no tratamento judicial chama atenção. Em um cenário, a autora foi solta poucas horas depois. No outro, a punição foi extremamente severa, com uma pena comparável à de crimes violentos.
A disparidade tem gerado indignação e reacendido o debate sobre se a Justiça brasileira está aplicando a lei de forma igual ou se decisões vêm sendo influenciadas por alinhamentos ideológicos. Para críticos, os episódios reforçam a percepção de que manifestações ligadas à esquerda recebem maior tolerância, enquanto atos associados à direita enfrentam punições exemplares.
O contraste entre os dois casos segue repercutindo nas redes sociais e alimenta questionamentos sobre a neutralidade do sistema judicial diante de protestos políticos no país.







