Enquanto milhões de venezuelanos comemoram o fim do regime de Nicolás Maduro após a ação dos Estados Unidos, uma “multidão” de cerca de 15 pessoas se reuniu na Avenida Paulista para protestar contra o ataque à Venezuela.
O ato, organizado por grupos da extrema esquerda brasileira, teve adesão mínima e chamou atenção justamente pelo contraste com o cenário venezuelano. Em diversas cidades, dentro e fora do país, venezuelanos celebram a queda de um governo responsável por anos de crise econômica, repressão política e êxodo em massa.
Mesmo diante desse contexto, os manifestantes na Paulista optaram por defender o discurso de “intervenção imperialista”, ignorando a realidade vivida pela população venezuelana. O protesto ocorreu sem impacto relevante, sem apoio popular e sem qualquer expressão significativa nas ruas da capital paulista.
A cena evidencia o descolamento de uma minúscula parcela ideológica brasileira, que prefere sustentar narrativas políticas alinhadas à sua visão de mundo a reconhecer a comemoração de um povo que, após anos de autoritarismo, vê no colapso do regime uma chance de reconstrução e liberdade.






