A eleição da deputada Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara gerou críticas até mesmo entre setores que tradicionalmente se posicionam contra o bolsonarismo. Integrantes e apoiadores do movimento #EleNao passaram a questionar a escolha, alegando que a comissão deveria ser presidida por uma mulher biológica, já que o objetivo do colegiado é discutir políticas públicas voltadas especificamente para mulheres.
A deputada, que se identifica como mulher trans, foi eleita para o Congresso em 2022 e ganhou destaque na política nacional como uma das primeiras parlamentares trans do país. Recentemente, seu nome foi escolhido para comandar a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, algo inédito na história da Câmara dos Deputados.
Críticos afirmam que a escolha levanta um debate sobre representação: se a comissão deveria ser liderada por alguém que tenha vivido as experiências biológicas e sociais associadas às mulheres desde o nascimento. Para esses setores, a decisão simboliza uma mudança de prioridade dentro de movimentos progressistas, que antes se concentravam em pautas feministas tradicionais.







