O governo do México anunciou a criação de um sistema universal de saúde inspirado no modelo do SUS brasileiro, com previsão de início em 2027. A proposta promete ampliar o acesso gratuito aos serviços médicos para toda a população, independentemente de vínculo com a seguridade social, seguindo o princípio de universalização adotado no Brasil.
Na prática, o plano prevê integração de toda a rede pública, atendimento amplo — incluindo urgências, doenças graves e vacinação — e expansão progressiva até 2028, quando o sistema deve incorporar especialidades e tratamento contínuo de doenças crônicas.
Mas por trás da promessa de “saúde gratuita”, críticos já levantam um ponto inevitável: nada é realmente de graça. Sistemas universais como o SUS são financiados por impostos, e a implementação de um modelo desse porte exige aumento de arrecadação e forte participação do Estado. No Brasil, o sistema é sustentado por recursos públicos, o que evidencia que o custo recai, no fim, sobre a população.
A aposta do México reacende um debate conhecido: até que ponto expandir o papel do Estado resolve problemas estruturais ou apenas cria novas pressões fiscais? Experiências anteriores no próprio país já enfrentaram críticas por falhas de gestão e financiamento, levantando dúvidas sobre a capacidade de sustentar um sistema ainda mais amplo.







